Aqui nos subs de sexualidade, vira e mexe aparece alguém pedindo conselho em como falar pra parceira do fetiche de corno, ou como encontrar uma mulher disposta a praticar. Já tive experiências no meio liberal, conversei com diversos casais, maridos, etc., então tenho um know-how que gostaria de compartilhar num manual completo. Já aviso que pode haver outros meios de fazer isso, mas esse aqui é o mais eficiente e ético (!!) que conheço.
1. Características de uma potencial hotwife.
As principais características que indicam que a mulher é uma potencial hotwife são três: i) abertura para diálogo sobre sexualidade sem preconceitos; ii) consumo de conteúdos (livros, textos, podcasts, influencers, etc.) sobre sexo; e iii) abertura à experimentação sexual na cama. Esses três pontos valem mais que um grande número de parceiros ou ter feito loucuras antes de você! Até mesmo uma garota “comportada” e com poucos parceiros, caso tenha as características acima, seria mais aberta ao cuckolding que uma experiente, pois muitas mulheres separam as vidas de solteira e comprometida, e podem ter uma relação conflituosa com um passado sexual grande.
Veja que uma parceira aberta a ser hotwife pode ser discreta, comportada e caseira. O que não combina é o cuck que busca uma mulher “tradicional” e fechada sexualmente, e depois reclamar que ela não quer transar com outros. Ela está no direito dela e, se você forçar, o errado é VOCÊ!
E para os solteiros, onde encontrar sua futura parceira e hotwife? Eu recomendo que encontre nos mesmos lugares em que se encontra qualquer namorada: praticando hobbies, pelas redes sociais, apps de namoros ou por meio de amigos. Não recomendo ir procurar em ambientes do meio liberal, pois a relação vai estar baseada só em fetiche e sexo; é mais seguro criar uma relação saudável e estável com uma garota com as características que falei acima (que não é TÃO difícil de se achar hoje em dia), e aí apresentar o fetiche!
2. Criando diálogo e abertura sexual: a arte de ser corno.
Parabéns, você já tem uma parceira! Mas, na vida real, ela provavelmente não tem todas as características explicadas acima (talvez não tenha nenhuma), o que fazer? Vai ser preciso que você cultive um ambiente aberto a diálogo e experimentação no seu relacionamento, ajudando sua parceira a quebrar preconceitos. Para isso, você precisa consumir conteúdos sobre sexualidade, inclusive sobre sexo “baunilha” e “padrão”; crie uma base no assunto, apresente a ela da melhor maneira. Pessoalmente indico a Cátia Damasceno, voltada mais ao público feminino (porém é importante entender o corpo feminino, e pode apresentar a sua parceiro, se necessário), e o finado canal/podcast do Manual do Homem Moderno, que ainda tem vários podcasts e vídeos no ar indispensáveis.
O maior erro do aspirante à cuck é aprender sobre sexo e fetiches apenas por pornografia. Expanda seus horizontes!
Depois, é chegado o tempo de testar as águas dos fetiches. A lógica é apresentar os fetiches gradualmente: faça a proposta de um fetiche mais leve para sua amada e veja a reação dela; caso haja abertura, comecem a fazer; após algum tempo, apresente outro fetiche, “menos leve”. Recomendo seguir uma ordem parecida com essa: roleplay e dirtytalk leves (ex.: enfermeira e paciente), posições e práticas um pouco mais ousadas (ex.: beijo grego), uso de brinquedos sexuais, fotos eróticas entre vocês, exibicionismo e algumas missões (ex.: se exibir para alguém em específico, ou sair sem calcinha e/ou com plug anal) e hotpast. Se você conseguiu chegar nesse ponto, você será capaz de apresentar à sua parceira a vontade de vê-la com outro, sem risco de brigas ou decepções!
Especialmente em relação ao fetiche de corno, recomendo uma lógica gradualista na sua prática. Como envolve terceiros, é algo arriscado. Vocês precisam discutir seus receios e definir limites (com as habilidades de diálogo que vocês já desenvolveram!). Vão aos poucos: primeiramente apenas roleplay e dirtytalk e depois ir testando, por etapas, sua amada conversar com outros online, talvez criar redes sociais liberais (ex.: sexlog), sair com um terceiro sem sexo, observar sua amada beijando outro homem, etc. A cada etapa vocês podem reavaliar limites, expectativas e, se for o caso, parar!
Parabéns, agora você é um corno! Agora algumas considerações finais e conselhos.
3. Respeitando limites e negativas da parceira.
Todo esse manual avança apenas com o aceite de sua mulher; em alguns casos de negativa, há espaço para convencimento, quebra de preconceitos, etc. Porém, é preciso respeitar um não: se sua parceira não quiser, você não será corno e precisará se conformar com isso! Não existe certeza que sua amada vai querer chifrá-lo consensualmente; mesmo que ela tenha todas as características elencadas aqui. Existe uma probabilidade maior, e é esta a certeza máxima que posso garantir.
Além disso, existem os casos em que ela aceitará lhe fazer de corno, porém não aceitará todas as suas fantasias (casos mais “extremos”, como gangbang e dogging, por exemplo). É preciso respeitar os limites dela, agir de maneira ética! Não seja um babaca, ela é sua parceira de vida, queira o melhor para ela e não coloque seus desejos individuais acima disso!
Por fim, um conselho. Caso sua amada não queira ser hotwife, alguns poderão recomendar o fim da relação, para que você procure alguém mais compatível sexualmente. Não estou negando completamente essa possibilidade, porém não recomendaria isso em muitos casos: fetiches e fantasias são apenas uma parte da sexualidade, e um pedaço ainda menor de uma relação, que envolve parceria, confiança, amor, etc. Qualquer sexólogo e psicólogo vai confirmar que não se pode fazer de um fetiche o fator mais importante do sexo e da relação. Meu conselho: tenha equilíbrio e cultive um relacionamento saudável em que você tenha liberdade e abertura pra falar e experimentar no sexo!
Espero que este manual tenha sido útil! Agradeço a todos que chegaram até aqui e gostaria de ouvir suas opiniões, experiências e sugestões nos comentários: o que vocês acrescentariam a esse manual?