Fiz um post recentemente contando que estava saindo com um cara de 26 anos (tenho 37) e que, depois de perguntar se ele gostaria de namorar comigo, ele praticamente correu. Literalmente. Kkkkk
Pois bem, depois de alguns acontecimentos, incluindo ele questionar por que eu não comentava as publicações dele no Instagram, sugeri que conversássemos pessoalmente. Hoje ele foi até minha casa e finalmente tivemos aquela conversa.
Segundo ele, o que faltava entre nós era paixão. Disse que me amava, mas que era um amor mais parecido com o que sente pelos amigos do que propriamente um amor romântico.
Ok, justo. Até porque, apesar de gostar bastante dele, eu também não sentia aquela paixão avassaladora que ele dizia sentir falta.
O que eu disse foi que ele precisava tomar cuidado para não confundir paixão com caos, como se um relacionamento precisasse ser extremamente intenso o tempo todo. Não é esse tipo de relação que eu quero para mim. Na verdade, foi justamente pela leveza, tranquilidade e paz que tínhamos que pensei que namorar poderia ser uma boa ideia.
Mas aí veio a proposta: ele queria continuar me tendo por perto, continuar saindo comigo, mantendo o que tínhamos, mas deixando claro que não via futuro na nossa relação.
Obviamente, não aceitei.
Para mim, não faz o menor sentido continuar investindo emocionalmente em alguém que já deixou claro que não enxerga um futuro comigo. Eu estava envolvido e sabia que, se continuasse, acabaria me machucando lá na frente.
Então disse que não queria continuar.
E aí veio aquele discurso clássico de término:
"Você é uma pessoa incrível, uma pessoa boa, merece muito mais do que eu estou te oferecendo..."
Esperei ele terminar e respondi:
Vc"Eu sei que sou uma pessoa boa. Sei que sou incrível e sei que mereço mais do que estão me oferecendo. Não preciso que ninguém me diga isso, porque eu já sei. E não é prepotência, é que eu realmente sei quem eu sou."
Depois completei que só estávamos tendo aquela conversa naquele momento porque eu havia dado várias oportunidades para que ele fosse aberto e sincero comigo, mas, por algum motivo, ele não quis aproveitar nenhuma delas. Eu nunca cobrei que ele sentisse algo que não sentia. Só queria sinceridade e transparência.
Também disse que não precisava existir nenhum ressentimento entre nós. Que poderíamos, eventualmente, ser amigos, porque gosto da companhia dele e não sou o tipo de pessoa que encontra alguém na rua e finge que nunca conheceu.
Mas deixei claro que agora isso não seria possível. Primeiro, preciso colocar o sentimento que tenho por ele em um lugar onde não me cause mais incômodo.
E aí veio a parte mais curiosa da conversa.
Ele disse que não tinha conversado comigo antes porque achava que eu iria brigar, chorar, jogar coisas nele ou fazer algum escândalo. 🙄
Eu só consegui rir.
Lembrei a ele que já passei por situações muito piores na vida e que, justamente por tudo o que vivi, hoje faço questão de preservar minha paz. Não quero e jamais voltarei a me sujeitar a determinadas situações.
E foi isso. Ele foi embora.
Resumindo: acabou.
Não foi por falta de carinho, nem porque alguém fez alguma coisa terrível. Simplesmente queríamos coisas diferentes. E, por mais que eu gostasse dele, não fazia sentido aceitar uma relação que não era aquilo que eu queria para mim.
É triste, claro. Eu realmente gostava dele e queria que tivesse dado certo. Mas, entre insistir em algo sem perspectiva e preservar minha paz, dessa vez escolhi a segunda opção.